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7 de ago. de 2017

Seja verdadeiramente livre!!!

Da parte de Deus não resta qualquer coisa a ser feita para salvar o homem. Ele concluiu todo o processo de salvação quando JESUS CRISTO, seu filho, morreu na cruz e ressuscitou ao terceiro dia, há cerca de dois mil anos.

Agora é a sua vez. Você decide se irá para o Céu ou se será lançado fora. A única coisa que precisa fazer é crer que JESUS é o filho de Deus enviado ao mundo para morrer por seus pecados e que Deus o ressuscitou dos mortos.

JESUS é o ÚNICO CAMINHO para Deus. Sem Ele você não chega a Deus.

Se você sente em seu coração que isso é verdade, fale com JESUS agora mesmo. Convide-o para transformar sua vida. Faça isso. VOCÊ não precisa compreender nada. Apenas diga: Senhor JESUS CRISTO, vem e habita em mim. Seja feita a tua vontade. Eu não compreendo nada ainda. Mas creio que foste enviado pelo Pai. Eu te peço isso em teu nome. 

Faça isso com um coração sincero. E confie nEle. Abra a porta de seu coração!

Veja o que Jesus lhe diz: "Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa, comerei com ele e ele comerá comigo (Apocalipse 3.20)

Se sua oração foi sincera, você sentirá vontade de procurar uma comunidade cristã para ter comunhão com Cristo. Procure uma comunidade cristã que tenha como objetivo AMAR e OBEDECER a JESUS, Aprenda o que JESUS ensina na Bíblia e tenha cuidado em obedecer-lhe!

Fuja daqueles que se afundam nos atrativos do dinheiro e do poder deste mundo!!!

Querendo conhecer-nos, nossas reuniões acontecem na chácara "Campo dos Profetas", aos domingos das 10:00 às 11:30 horas. Sejam bem-vindos! Para ver como chegar click aqui:http://igrejabatistawittenberg.blogspot.com.br/p/como-chegar.html .

"Vinde e subamos ao Monte do Senhor, até a Casa do nosso Deus. Os seus caminhos nos ensinará, com Ele haveremos de andar, porque de Sião a Lei sairá e a palavra de Deus de Jerusalém!" (Miquéias 4.2)

3 de nov. de 2014

A essência da nossa fé


Creio em Deus Pai, todo-poderoso,
Criador do céu e da terra.

E em Jesus Cristo, seu Filho unigênito, nosso Senhor,

o qual foi concebido pelo Espírito Santo,
nasceu da virgem Maria,
padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos,
foi crucificado, morto e sepultado,
desceu ao mundo dos mortos,
ressuscitou no terceiro dia,
subiu ao céu, e está sentado à direita de Deus Pai, todo-poderoso,
de onde virá para julgar os vivos e os mortos.

Creio no Espírito Santo,

na santa Igreja cristã, a comunhão dos santos,
na remissão dos pecados,
na ressurreição do corpo e na vida eterna. Amém.





Introdução ao Credo Apostólico

por

Humberto Casanova e Jeff Stam




O uso do Credo Apostólico

É essencial que os crentes entendam a necessidade de confessar a sua fé (Mt 10:32; Rm 10:9). Confessamos a nossa fé no batismo, na Ceia do Senhor, ao testificar aos incrédulos, ao dar bom testemunho na vida pública e privada, e ao recitar o Credo no culto de adoração. Toda confissão pública da fé deve ser feita com sinceridade, e deve vir acompanhada de uma vida de compromisso com os valores do reino de Deus.

Até aqui todos estamos de acordo, mas ocorre que na América Latina algumas igrejas evangélicas não dão muito valor ao Credo Apostólico. Não se interessam em estuda-lo, nem em confessar a sua fé através dele. Esta atitude surge de três erros: Primeiro, as pessoas se enganam ao identificar o Credo com a Igreja Católica Romana, crendo que é um documento inventado por ela. Segundo, como a Igreja Católica Romana tem a prática de conferir autoridade divina a muitos de suas tradições, então, se teme que ela conceda tanta importância ao Credo dos apóstolos, que se lhe estime na mesma altura que a Bíblia. Terceiro, uma boa parte da igreja evangélica carece de consciência histórica. Se existe algum interesse pelo passado, este se concentra no período da Igreja primitiva, ao qual se pretende chegar pulando toda a história existente entre nós e a Igreja do livro de Atos.

Esta falta de interesse pode ser superada se considerarmos que ao usar o Credo, o fazemos junto com a Igreja “universal” ao longo de toda a sua história. A Igreja vem usando-o, quase desde o seu começo, muito antes que existisse o romanismo que surgiu com o papado. Mas, este estudo provará que o Credo não é mais do que um resumo do que a Bíblia ensina. Ainda que não seja errado uma denominação conceder a um credo caráter de autoridade, com todos os demais cristãos sabemos que somente a Bíblia possui autoridade final e divina. O Credo está subordinado à Palavra de Deus. Então, é importante que os crentes percebam o quanto o Credo provê um maravilhoso recurso para confessar os pontos principais de sua fé.



Os nomes do Credo

Por ser a confissão de fé mais popular do Cristianismo, tem-se chamado simplesmente “o Credo”. A palavra Credo é realmente o verbo com o qual começa o Credo Apostólico no latim, o qual declara: Credo in Deum Patrem . No português a mesma oração se repete: Creio em Deus Pai. Assim que o termo Credo significa apenas Creio , ou seja, “eu creio”, eu confesso a minha fé de forma pública (cf. 2 Co 4:13). Daí, um credo não é outra coisa senão uma forma de confessar as nossas crenças básicas (Mt 10:32; Rm 10:8-10).

É chamado de “Símbolo Apostólico”. Este nome foi dado quando as heresias começaram a minar a Igreja. A palavra Símbolo vem do grego, e significa: “marca distintiva, santo e sinal”. O Símbolo Apostólico se converte numa marca da doutrina apostólica e, portanto, a marca do cristão e da Igreja verdadeira. Rufino (falecido em 410 d.C.) disse que o Credo foi dado como uma marca contra os falsos apóstolos, e acrescenta: “assim, os apóstolos prescreveram esta fórmula como sinal e penhor pelo qual reconhecer quem realmente prega verdadeiramente a Cristo, segundo a regra apostólica.”

Também recebeu o nome de “os doze artigos de fé”. A divisão em 12 artigos obedece à lenda de que cada um dos 12 apóstolos escreveu um artigo. Todavia, é mais apropriado esquecer este título e dividir o Credo em três partes, segundo a sua ordem trinitária.

Além do mais, foi-lhe concedido o qualificativo de “Apostólico”. Foi Rufino (cerca de 307-309 d.C.) o primeiro a transmitir, por escrito, a lenda de que, no dia anterior à partida para pregar a todas as nações, os apóstolos colocaram-se em comum acordo quanto à norma de sua pregação. E foi assim que inspirados pelo Espírito compuseram o Credo. Mais adiante Ambrósio (bispo de Milão, 340-397 d.C.) afirmou que o número de 12 artigos obedece ao número dos apóstolos. Finalmente, no século VI, um sermão de Pseudo-Agostinho termina afirmando que a cada apóstolo correspondeu escrever um artigo. Esta lenda deve ser rejeitada. O Credo não é apostólico porque foi escrito pelos apóstolos, mas por ser a sua doutrina.



Qual a origem do Credo Apostólico?

As regras de fé ou confissões não são uma novidade inventada pela Igreja Católica Romana, ou no período moderno. Os judeus usavam Deuteronômio 6:4-9 como a sua confissão de fé, e a influência deste credo (que eles chamavam o shema ), reflete claramente no Novo Testamento (cf. Rm 3:30; 1 Co 8:4-6; Gl 3:20; Ef 4:6; 1 Tm 2:5; 3:16; 2 Tm 2:8; 1 Pe 1:21; 3:18,22). O Novo Testamento também nos entrega uma lista de pessoas que confessaram a sua fé: João Batista (Jo 1:29, 34), Natanael (Jo 1:49), os samaritanos (Jo 4:42), os discípulos (Jo 6:14,69; cf. Mt 14:33), Marta (Jo 11:27), Tomé (Jo 20:28). Todavia, a confissão mais conhecida foi a que Pedro formulou quando declarou que Jesus era “ o Cristo, o Filho do Deus vivo ” (Mt 16:16).

Por dois motivos se fez necessário o surgimento do Credo. Primeiro, a expansão missionária da Igreja fez obrigatório o surgimento de uma declaração de fé básica para instruir aos candidatos ao batismo (Mt 28:19). Segundo, a heresia obrigou a Igreja a definir claramente a sua fé. A expansão da fé cristã colocou a Igreja em contato com muitas culturas e filosofias pagãs que ameaçavam introduzir-se no meio do povo de Deus. Por isto, desde o principio percebeu-se a importância de preservar e confessar o ensinamento dos apóstolos, o que a igreja antiga fez por meio de confissões e credos. O perigo é denunciado claramente em Hb 4:14; 10:23; 1 Jo 2:22-23; 4:1-6,15; 5:1,5 onde se reafirma e se exige confessar a fé, ante o confronto com a heresia e/ou a perseguição.

Não sabemos quem ou que pessoas escreveram o Credo Apostólico, mas não há dúvida de que a sua origem remonta a tempos antiqüíssimos. Por exemplo, tão antigo como o ano 107 d.C., quando Inácio (bispo de Antioquia) expunha a doutrina verdadeira contra a heresia docética (veja mais a frente sobre a forma trinitária do Credo). Para expor a regra de fé da Igreja usou as seguintes palavras:

De maneira que, sejam surdos quando alguém vos fale sem Jesus Cristo, 
o qual foi da linhagem de Davi, 
de Maria, 
quem verdadeiramente nasceu, 
comeu como também bebeu, 
foi verdadeiramente perseguido sob Pôncio Pilatos, 
foi verdadeiramente crucificado e morreu tendo por testemunhas os céus, a terra e o que há sob a terra; 
quem também verdadeiramente ressuscitou dos mortos, quando o seu Pai o levantou.
Seu Pai, a sua semelhança, a nós os que nele cremos, nos ressuscitará da mesma forma em Cristo Jesus, sem o qual não temos vida verdadeira.” 
(Carta aos Tralianos, ix.1-2)


Justino (cerca de 100-165 d.C.), outro mártir antigo, disse em sua Apologia (I.61.10 ss ) que entre os cristãos no batismo se pronuncia “...em nome do Pai do universo e Deus soberano... em nome de Jesus Cristo, que foi crucificado sob Pôncio Pilatos, e em nome do Espírito Santo.” Também Irineu (bispo de Lyon, cerca de 175-195 d.C.), disse em sua obra Adversus haereses (I.x.1-2) que:

“A Igreja... recebeu dos apóstolos e seus discípulos 
a fé em um Deus, Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra... 
e em um Espírito Santo, o qual através dos profetas proclamou... 
e no nascimento virginal, 
a paixão, 
e a ressurreição de entre os mortos, 
e a ascensão em carne ao céu do amado Cristo Jesus, nosso Senhor, 
e seu retorno do céu na glória do Pai, para recapitular toda as coisas em um 
e ressuscitar toda a carne de toda a raça humana.”

Estas são amostras de que a linguagem do Credo estava na boca da Igreja desde os tempos antigos. Homens como Irineu (cerca 175-195 d.C.), Tertuliano (cerca 160-215 d.C.) conheceram o Credo, afirmando que procedia do tempo apostólico. Isto é confirmado pelas versões do Credo que podem ser vistas nos escritos de Inácio (morto cerca de 98-115 d.C.), Justino (cerca 100-165 d.C.), Hipólito (cerca 215 d.C.), Cipriano de Cartago (250 d.C.), Novatiano de Roma (250 d.C.), Orígenes (185-254 d.C.) e Agostinho (400 d.C.). O Credo de Nicéia (325 d.C.) nada mais é do que uma elaboração mais detalhada do Credo Apostólico.

O conteúdo do Credo é inspirado diretamente na doutrina apostólica. Uma comparação com os textos da Escritura demonstrará que a dependência chega a escolher até mesmo as palavras. Que a linguagem do Credo estava na boca da Igreja primitiva é possível perceber claramente pelos textos de Rm 1:3-4; 8:34; 1 Co 15:1-4. De fato, a confissão da Igreja era simplesmente a pregação da Igreja (cf. At 2:22-36; 3:15; 4:10; 5:30-31; 9:20; 10:36,39-40; 17:2-3,31; 18:5,28; 26:23). Por isto, tem suficiente direito de ser chamado Apostólico. Calvino não se preocupava em saber quem era o seu autor. Para ele o importante era que: “o mais importante que devemos saber é que nele se encontra resumida e de modo claro toda a história de nossa fé e que nada contêm nele que não se possa confirmar com sólidos e firmes testemunhos da Escritura” (Institutas, II.xvi.18).



O texto do Credo Apostólico

As cópias mais antigas que possuímos são de Rufino (em latim 390 d.C.), e a de Marcelo (em grego, 341 d.C.). Estas duas versões são mais breves que o Credo que conhecemos hoje. Falemos primeiro do texto de Marcelo, que foi o bispo de Ancira (capital da Galácia). Aproximadamente nos anos 337-341 d.C., Marcelo escreveu uma carta ao bispo Júlio I, com o fim de provar-lhe a sua ortodoxia. É com esta finalidade que inclui nela o que é a versão mais antiga do Credo Apostólico. Toda a carta está em grego, que era, nesse tempo, a língua oficial da igreja. O Credo de Marcelo é claramente trinitário. Todavia, a parte cristológica é muito mais ampla que a referente ao Pai e ao Espírito. A estes três artigos trinitários básicos, Marcelo lhes acrescenta outros. O texto mais breve de Marcelo diz assim:

Creio em Deus todo-poderoso 
E em Cristo Jesus, seu único Filho, nosso Senhor, 
Concebido pelo Espírito Santo e Maria virgem, 
Crucificado sob Pôncio Pilatos, e sepultado, 
E ao terceiro dia ressuscitou dos mortos, 
Subiu ao céu e está sentado a destra do Pai, 
De onde virá para julgar aos vivos e mortos; 
E no Espírito Santo, 
Una Igreja santa, 
O perdão dos pecados, 
A ressurreição do corpo, 
A vida eterna.”



No presente estudo usaremos a versão que é conhecida hoje, e é aceita por toda a Igreja cristã em todo o mundo, e que chamaremos de “Texto Recebido” (650 d.C.). Nas lições usaremos referência a outras versões mais antigas, como as de Marcelo e Rufino. Em sua divisão tradicional de 12 artigos, o Texto Recebido declara:

1. Creio em Deus Pai, Todo-poderoso, o Criador dos Céus e da terra. 
2. E em Jesus Cristo, o seu único Filho, o nosso Senhor; 
3. que foi concebido pelo Espírito Santo, nasceu da virgem Maria; 
4. padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; 
5. desceu aos infernos, e ao terceiro dia ressuscitou dentre os mortos; 
6. subiu ao céu e está assentado a direita de Deus Pai Todo-poderoso; 
7. dali virá para julgar os vivos e os mortos. 
8. Creio no Espírito Santo; 
9. na santa Igreja católica, a comunhão dos santos; 
10. o perdão dos pecados; 
11. a ressurreição do corpo 
12. e a vida eterna. Amém.”





A forma Trinitária do Credo

Foi o Concílio de Nicéia (325 d.C.) que formulou uma posição conclusiva do dogma da Trindade. E ainda que o Credo Apostólico não entre na discussão de forma detalhada quanto a cada pessoa da Trindade, confessa a fé em um Deus Trino. O Credo está claramente dividido em três partes: O Pai e a nossa criação, o Filho e a nossa redenção, o Espírito Santo e a nossa santificação. Assim, tem-se dividido o seu conteúdo em 12 artigos. Deve ser notado que a parte referida ao Filho é a mais detalhada. A metade de seus 12 artigos está dedicada ao Filho e sua obra da redenção. Tal é a importância de Jesus na teologia cristã como o centro de nossa salvação. À primeira vista, a seção que fala do Espírito Santo parece ser a menos informativa, mas na verdade a Igreja é vista em íntima relação com a obra do Espírito.

Desde o tempo apostólico a Igreja teve que lidar com falsas doutrinas, percebendo que era urgente produzir uma declaração de fé que reprimisse o desenvolvimento das falsas doutrinas, especialmente no que concerne à Santíssima Trindade. Houve um movimento chamado arianismo (cerca 318-381 d.C.), que afirmou que o Filho não era Deus, mas que havia sido criado pelo Pai. Outra seita pregava que o Filho não era Deus, mas que era uma espécie de emanação procedente da divindade. Assim, criam que todo o mal se encontrava no mundo material, enquanto tudo o que era bom e belo estava no mundo espiritual. Seguindo esta linha de pensamento, concluíram que o Filho de Deus não poderia fazer-se homem, porque isto lhe exigiria assumir um corpo material mal. Isto os levou a dizer que o Filho teve um corpo que somente parecia ser um corpo físico, mas que na realidade não era (docetismo), e disseram que o Filho possuiu um homem comum chamado Jesus em seu batismo e depois o abandonou antes de sua crucificação. João teve que enfrentar estas idéias (1 Jo 4:1-6,15). Foi por isto que o Credo teve que formular a sua doutrina com base na estrutura trinitária.



Extraído do livro de Humberto Casanova e Jeff Stam, El Credo Apostólico (Grand Rapids, Libros Desafio, 1998), pp. 14-22.
Tradução livre:
Rev. Ewerton B.Tokashiki revtokashiki@hotmail.com Pastor da Igreja Presbiteriana de Cerejeiras – RO. Prof. de Teologia Sistemática no SPBC – extensão Ji-Paraná

http://www.monergismo.com/textos/credos/introducao_credo_apostolico.htm


31 de out. de 2014

Nossa declaração de fé

Declaração de Fé das Igrejas Batistas da Convenção Batista Nacional

Votada na Sua l.a Assembléia

A Comissão de Reforma do Manual Básico optou por manter totalmente o texto adotado na 1ª
edição, uma vez que se trata de parte integrante da Confissão de Fé dos Batistas do Sul dos
Estados Unidos.

I — DAS ESCRITURAS
Cremos que a Bíblia Sagrada foi escrita por homens divinamente inspirados; que é um tesouro
perfeito de instrução celestial, tendo Deus por seu verdadeiro autor; que tem por objetivo a
salvação dos homens; que o seu conteúdo é a verdade sem qualquer mescla de erro; que
revela os princípios pelos quais Deus nos julgará e por isso é, e continuará sendo, até ao fim
do mundo, o verdadeiro centro da união cristã e padrão supremo pelo qual toda a conduta,
credos e opiniões dos homens devem ser julgados (2Tm 3.16, 17; 2Pe 1:21; 2Sm 23.2; At
1.16; 3.21; Jo 10.35; Rm 3.1, 2; Lc 16.29-31; SI 119.111; 2Tm 3.15; 1Pe 1.10, 12; At 11.14; Rm
1.16; Mc 16.16; Jo 5.38, 39; Pv 30.5, 6; Jo 17.17; Ap 22.18,19; Rm 3.4; Rm 2.12; Jo 12.47,48;
1Co. 4.3,4; Lc 10.10-16; 12.47,48; Fl 3.16; Ef 4.3-6; Fl 2.1, 2; 1Co 1.10; 1Pe 4.11; 1Jo 4.1; Is
8.20; 1Ts 5.21; 1Co 13.5; At 17.11; 1Jo 4.6; Jd 1.3; Ef 3.17; SI 119.59,60; Fl 1.9-11).

II — DO VERDADEIRO DEUS
Cremos que há um e somente um Deus vivo e verdadeiro, Espírito infinito e inteligente, cujo
nome é Jeová, Criador e Senhor Supremo dos céus e da terra, indizivelmente glorioso em
santidade e digno de toda honra, confiança e amor; que na Unidade Divina há três pessoas,
o Pai, o Filho e o Espírito Santo, iguais em todas as perfeições divinas e que executam ofícios
distintos mas harmônicos na grande obra da Redenção (Jo 4.24; SI 147.5; SI 83.18; Hb 3.4;
Rm 1.20; Jr 10.10; Êx 15.11; Is 6.3; 1Pe 1.15, 16; Ap 4.6-8; Mc 12.30; Ap 4.11; Mt 10.37; Jr
12.2; Mt 28.19; Jo 15.26; 1Co 12.4-6; 1Jo 10.30; Jo 5.17; 14.23; 17.5,10; At 5.3,4; 1Co 2.10,11;
Fl 2.5, 6; Ef 2.18; 1Co 13.13; Ap 1.4,5).

III — DO ESPÍRITO SANTO
Cremos que o Espírito Santo é o Espírito de Deus. Ele inspirou homens santos da antiguidade
para escrever as Escrituras. Capacita homens através de iluminação a compreender a
verdade. Exalta a Cristo. Convence do pecado, da justiça e do juízo. Atrai homens ao Salvador
e efetua regeneração. Cultiva o caráter cristão, conforta os crentes e concede os dons
espirituais pelos quais eles servem a Deus através de Sua Igreja. Sela o salvo para o dia da
redenção final. A presença dEle no cristão é a segurança de Deus para trazer o salvo à
plenitude da estatura de Cristo. Ele ilumina e reveste de poder (Batismo no Espírito Santo) o
crente e a Igreja para a adoração, evangelismo e serviço (Gn 1.2; Jz 14.6; Jo 26.13; SI 51.11;
139.7; Is 61.1-3; Jl 2.28-32; Mt 1.18; 3.16; 4.1; 12.28-32; 28.19; Mc 1.10,12; Lc 1.35; 4.1,18,
19; 11.13; 12.2; 24.49; Jo 4:24; 14.16, 17,26; 16.7-14; At 1.8; 2.1-4, 38; 4.31; 5.3; 6.3; 7.55;
8.17, 39; 10.44; 13:2; 15.28; 16.6; 19.1-6; Rm 8.9-11; 14.16, 26, 27; I Co 2.10-14; 3.16; 12.3-
11; Gl 4.6; Ef 1.13,14; 4.30; 5.18; 1Ts 5.19; 1Tm 3.16; 4.1; 2Tm 1.14; 3.16; Hb 9.8, 14; 2Pe
1.21; 1Jo 4.13; 5.6, 7; Ap 1.10; 22.17).

IV — DA QUEDA DO HOMEM
Cremos que o homem foi criado em santidade, sob a lei do seu Criador, mas caiu desse
estado santo e feliz, por transgressão voluntária, em conseqüência da qual toda a humanidade
tornou-se pecadora, não por constrangimento, mas por livre escolha, sendo por natureza
destituída completamente daquela santidade que a Lei de Deus requer, e positivamente inclinada
à prática do mal, estando, sem defesa nem excusa, condenada com justiça à ruína
eterna (Gn 1.27, 31; Ec 7.29; At 17.26; Gn 2.16; Gn 3.6-24; Rm 5.12; Rm 5.19; Jo 3.6; SI 51.5;
Rm 5.15-19; 8.7; Is 53.6; Gn 6.12; Rm 3.9-18; Rm 1.18,32; 2.1-16; Gl 3.10; Mt 20.15; Ez
18.20; 3.19; Gl 3.22).

V — DO MEIO DA SALVAÇÃO
Cremos que a salvação dos pecadores é inteiramente de graça pela mediação do Filho de
Deus, o qual, segundo desígnio do Pai, assumiu livremente nossa natureza mas sem pecado,
honrou a lei divina pela Sua obediência pessoal, e por Sua morte realizou completa expiação
dos nossos pecados; que, tendo ressurgido dos mortos, está agora entronizado nos
céus e que, unindo em sua maravilhosa pessoa a mais terna simpatia com a perfeição divina,
está completamente capacitado para ser o Salvador adequado, compassivo e todo-suficiente
dos homens (Ef 2.5, 8, 9; Mt 18.11; l Jo 4.10; 1Co 3.5,7; At 15.11; Jo 3.16; Jo 1.1-14; Hb 4.14;
12:24; Fl 2.6,7; Hb 2.9, 14; 2Co 5.21; Is 42.21; Fl 2.8; Gl 4.4, 5; Rm 3.21; Is 53.4, 5; Mt 20.28;
Rm 3.21; 3.24, 25; 1Jo 4.10; 2.2; 1Co 15.1-3; Hb 9.13-15; Hb 1.3, 8; 8.1; Cl 3.1-4; Hb 7.25; Cl
2.9; Hb 2.18; 7.26; SI 89.19; SI 34)

VI — DA JUSTIFICAÇÃO
Cremos que a grande bênção do Evangelho, que Cristo assegura aos que nEle crêem, é a
Justificação; que esta inclui o perdão dos pecados e a promessa da vida eterna, baseada nos
princípios da justiça; que é conferida, não em consideração de quaisquer obras justas que
tenhamos feito. Mas exclusivamente pela fé no sangue do Redentor que, em virtude dessa fé,
a perfeita justiça de Cristo é livremente imputada por Deus; que ela nos leva ao estado da
mais abençoada paz e favor com Deus e nos assegura todas as outras bênçãos necessárias
para o tempo e a eternidade (Jo 1.16; Ef 3.8; At 13.39; Is 53.11, 12; Rm 8.1; Rm 5.9; Zc 13.1;
Mt 9.6; At 10.43; Rm 5:17; Tt. 3.5,6; 1Jo 2.25; Rm 5.21; Rm 4.4, 5; 5.22; 6.23; Fl 3.8,9; Rm
5.19; 3.24-26; 4.23-25; 1Jo 2.12; Rm 5.1-3,11; 1Co 1.30,31; Mt 6.23; 1Tm 4.8).

VII — DA GRATUIDADE DA SALVAÇÃO
Cremos que as bênçãos da salvação cabem gratuitamente a todos por meio do Evangelho;
que é dever imediato de todos aceitá-las com fé obediente, cordial e penitente, e que nada
impede a salvação, ainda mesmo do maior pecador da terra, senão sua perversidade inerente
à voluntária rejeição do Evangelho, a qual agrava a sua condenação (Is 55.1; Ap 22.17; Lc
14.17; Rm 16.26; Mc 1.15; Rm 1.15,17; Jo 5.40; Mt 23.27; Rm 9.32; Pv 1.24; At 13.46; Jo
3.19; Mt 11.20; Lc 19.27; 2Ts 1.8).

VIII — DA GRAÇA DA REGENERAÇÃO
Cremos que os pecadores para serem salvos precisam ser regenerados, isto é, nascer de
novo; que a regeneração consiste na outorga de uma santa disposição à mente, e que isso se
efetua pelo poder do Espírito Santo de um modo que transcende a nossa compreensão, em
conexidade com a verdade divina, de maneira a assegurar-nos nossa obediência voluntária
ao Evangelho; que a evidência da regeneração transparece nos frutos santos do arrependimento
e da fé e em novidade de vida (Jo 3.3, 6, 7.1 Co 2.14; Ap 21.27; 2Co 5.17; Ez 36.26; Dt
30.6; Rm 2.28,29; Rm 5.5; 1Jo 4.7; Jo 3.8; Jo 1.13; Tg 1.16-18; 1Co 1.30; Fp 2.13; 1Pe
1.20,25; 1Jo 5.1; 1Co 12.3; Ef 4.20-24; Cl 3.9-11; Ef 5.9; Rm 8.9; Gl 5.16-23; Ef 2.14-21; Mt
3.8-10; 7.20; 1Jo 5.4).

IX — DO ARREPENDIMENTO E DA FÉ
Cremos que o arrependimento e a fé são deveres sagrados e também graças inseparáveis,
originadas em nossas almas pelo Espírito regenerador de Deus; que, sendo por essas graças
convencidos profundamente de nossa culpa, perigo e incapacidade, bem como do caminho
da salvação por Cristo, voltamo-nos para Deus com sincera contrição, confissão e súplica por
misericórdia, recebendo ao mesmo tempo de coração o Senhor Jesus Cristo como nosso
Profeta, Sacerdote e Rei, e confiando somente nEle como o único e auto-suficiente Salvador
(Mc 1.15; At 11.18; Ef 2.8; 1Jo 16.8; At 2.37,38; At 16.30,31; Lc 18.13; 15.18-21; Tg 4.7-10;
2Co 7.11; Rm 10.12-13; SI 51; Rm 10.9-11; At 3.22-23; Hb 4.14; SI 2.6; Hb 1.8; 7.25; 2Tm
1.12).

X — DO PROPÓSITO DA GRAÇA DE DEUS
Cremos que a Eleição é o eterno propósito de Deus, segundo o qual Ele gratuitamente regenera,
santifica e salva pecadores; que esse propósito, sendo perfeitamente consentâneo com
o livre arbítrio do homem, compreende todos os meios que concorrem para esse fim. Que é
gloriosa a manifestação da soberana vontade de Deus, que é infinitamente livre, sábia, santa
e imutável; que exclui inteiramente a jactância e promove a humildade, o amor, a oração, o
louvor, a confiança em Deus, bem como a imitação ativa de sua livre misericórdia; que encoraja
o uso dos meios de santificação no grau mais elevado e pode ser verificada por seus
efeitos em todos aqueles que realmente crêem no Evangelho; que é o fundamento de segurança
cristã e que verificá-la, a respeito de nós mesmos, exige e merece a nossa maior
diligência (2Tm 1.8,9; Ef 1.3-14; 1Pe 1.1,2; Rm 11.5,6; Jo 15.16; 1Jo 4.19; 2Ts 2.13,14; At
13.48; Jo 10.16; Mt 20.16; At 15.14; Êx 33.18,19; Mt 20.13; Ef 1.11; Rm 9.23, 24; Jr 31.3; Rm
11.28,29; Tg 1.17,18; 2Tm. 1.9; Rm 11.32-36; 1Co 4.7; 1.26,31; Rm 3.27; 4.16; Cl 3.12; 1Co
3.3,7; 15.10; 1Pe 5.10; At 1.24; 2Ts 2.13; 1Pe 2.9; Lc 18.7; Jo 15.16; Ef 1.16; 1Ts 2.12; 2Tm
2.10; 1Co 9.22; Rm 8.28, 30; Jo 6.37-40; 2Pe 1.10; 2Ts 1.4-10; Tg 2.18; Jo 14.23; Rm 8.28-
30; Is 42.16; Rm 11.29; Fl 3.12; Hb 6.11).

XI — DA SANTIFICAÇÃO
Cremos que a Santificação é o processo pelo qual, de acordo com a vontade de Deus, somos
feitos participantes de Sua santidade; que é uma obra progressiva que se inicia na regeneração;
que é continua-da nos corações dos crentes pela presença do Espírito Santo, o
Confirmador e Confortador, no uso contínuo dos meios indicados, espe-cialmente a Palavra
de Deus, o exame próprio, a renúncia, a vigilância e a oração (1Ts 4.3; 5.23; 2Co 7.1; 13.9; Ef
1,4; Pv 4.18; Hb 6.1; 2Pe 1.5-8; 1Jo 2.29; Rm 8.5; Jo 3.6; Fl 1.9-11; Ef 1.13,14; Fl 2.12,13; Ef
4.11,12; 1Pe 2.2; 2Pe 3.18; 2Co 13.5; Lc 11.35; 9.23; Mt 26.41; Ef 6.18; 4.3).

XII — DA PERSEVERANÇA DOS SANTOS
Cremos que só são crentes verdadeiros aqueles que perseveram até o fim; que a sua ligação
perseverante com Cristo é o grande sinal que os distingue dos que professam superficialmente;
que uma Providência especial vela pelo seu bem-estar e que são guardados pelo
poder de Deus mediante a fé para a salvação (Jo 8.31; 1Jo 2.27, 28; 3.9; 5.18; Mt 13.20, 21;
Jo 6.66-69; Rm 8.28; Mt 6.30-33; Jr 32.40; SI 19.11,12; 121.3; Fl 1.6; 2.12,13; Jd 24; Hb 1.14;
13.5; 1Pe 1.5; Ef 4.30).

XIII — DA HARMONIA ENTRE A LEI E O EVANGELHO
Cremos que a Lei de Deus é a regra eterna e imutável de seu governo moral; que é santa,
justa e boa, e que a incapacidade atribuída pelas Escrituras ao homem decaído para cumprir
os seus preceitos, deriva inteiramente do amor que ele tem pelo pecado; que um dos grandes
objetivos do Evangelho e dos meios da graça relacionados com o estabelecimento da igreja
visível, é o de libertar os homens do pecado e restaurá-los, através de um Mediador, à obediência
sincera à santa lei (Rm 3.31; Mt 5.17; Lc 16.17; Rm 3.20; 4.15; Rm 7.12; 7.7, 14, 22; Gl
3.21; SI 19.7-11; Rm 8.2-4; 10.4; 1Tm 1.15; Hb 8.10; Jd 20.21; Mt 16.17,18; 1Co 12.28).

XIV — DA IGREJA EVANGÉLICA
Cremos que uma igreja visível de Cristo é uma congregação de crentes batizados, que se
associam por um pacto na fé e comunhão do Evangelho; que observam as ordenanças de
Cristo e são governa-dos por Suas leis; que usam os dons, direitos e privilégios a eles concedidos
pela Palavra; que seus únicos oficiais, segundo as Escrituras, são os bispos ou pastores
e os diáconos, cujas qualificações, direitos e deveres estão definidos nas Epístolas a
Timóteo e a Tito (Mt 18.17; 1Co 1.1-13; At 5.11; 8.11; At 11.21; 1Co 4.17; 14.23; 3Jo 9; 1Tm
3.5; At 2.41,42; 2Co 8.5; At 2.47; 1Co 5.12,13; 1Co 11.2; 2Ts 3.6; Rm 16.17-20; 1Co 11.23; Mt
18.15-20; 1Co 5.5; 2Co 2.17; 1Co 4.17; Mt 28.20; Jo 14.15; Jo 15.11; 1Jo 4.21; 1Ts 4.2; 2Jo
6; Gl 6.2; Ef 4.7; 1Co 14.12; Fl 1.27; 1Co 12, 14; Fl 1.1; At 14.23; 1Tm 3; Tt 1).

XV — DO SÁBADO CRISTÃO
Cremos que o primeiro dia da semana é o Dia do Senhor ou sábado cristão e que deve ser
consagrado a propósitos religiosos, com abstenção de todo trabalho secular e recreações
mundanas e pela observância piedosa de todos os meios de graça, quer privados quer públicos,
e também pela preparação para aquele repouso que resta para o povo de Deus (At 20.7;
Gn 2.3; Cl 2.16,17; Mc 2.27; Jo 20.19; 1Co 16.1,2; Êx 20.8; 31.14-18; Ap 1.10; SI 118.24; Is
58.13; Gn 46.2-8; SI 118.15; Hb 10.24,26; At 17.2,3; SI 25.8; 86.3; Hb 4.3-11).

XVI — DO GOVERNO CIVIL
Cremos que o governo civil é de ordenação divina para os interesses e a boa ordem da
sociedade humana, e que os magistrados devem ser objeto de nossas orações, bem como
devem ser conscientemente honrados e obedecidos, exceto, exclusivamente, nas coisas que
se opõem à vontade de nosso Senhor Jesus Cristo, que é o único Senhor da consciência e o
Príncipe dos reis da terra (Rm 13.1-7; Dt 18.18; 2Sm 23.3; Êx 18.23; 1Tm 2.1-3; At 5.29; Mt
10.28; Dn 3.15-18; 6.7-10; At 4.18-20; Mt 23.10; Rm 14.4; Ap 19.16; SI 71.11; Rm 14.9-13; SI
caps. 2 e 9).

XVII — DOS JUSTOS E DOS ÍMPIOS
Cremos que há uma diferença radical e essencial entre os justos e os ímpios; que somente
aqueles que pela fé são justificados em o nome do Senhor Jesus e santificados pelo Espírito
de nosso Deus são verdadeiramente justos à face de Deus, enquanto que todos aqueles que
continuam na impenitência e na incredulidade são ímpios aos Seus olhos e se encontram sob
a maldição; que essa distinção permanece entre os homens, quer na morte, quer após a
morte (Mt 3.18; Pv 12.26; Is 5.20; Gn 18.23; Jr 18.24; Jr 15.19; At 10.34,35; Rm 6.15; Rm
1.17; 7.6; 1Jo 2.29; 3.7; Rm 8.18,22; 1Co 11.32; Pv 11.31; 1Pe 4.17,18; 1Jo 5.19; Gl 3.10; Jo
3.36; Is 57.21; SI 10.4; Is 55.6,7; Pv 14.32; Lc 16.25; Jo 8.21-24; Pv 10.24; Lc 12.4,5; 9.23-26;
Jo 12.15,16; Êx 3.17; Mt. 7.13,14).

XVIII — DO MUNDO VINDOURO
Cremos que se aproxima o fim do mundo; que no último dia, Cristo descerá dos céus e
levantará os mortos do túmulo para a recompensa final; que ocorrerá então uma solene
separação; que os ímpios serão entregues à punição sem fim e os justos à bem-aventurança
para sempre; e que esse julgamento, baseado nos princípios da justiça, determinará o estado
final dos homens no céu ou no inferno (1Pe 4.7; 1Co 7.29,31; Hb 1.10-12; Mt 25.31; 1Jo. 2.17;
Mt 28.20; 13.39-40; 2Pe 3.3-13; At 1.11; Ap 1.7; Hb 9.28; At 3.21; 1Ts 4.13-17; 5.1-11; At
24.15; 1Co 15.12,58; Lc 14.14; Dn 12.2; Jo 5.28-29; 6.40; 11.25-26; 2Tm 1.10; At 10.42; Mt
13.37-43; 24.30; Ap 22.11; 1Co 6.9,10; Mc 9.43-48; 2Pe 2.9; Fl 3.19; Rm 3.5; 6.22; 2Co 4.18;
5.10,11; Jo 4.36; 2Ts 1.6-12; Hb 6.1-2; 1Co 4.5; At 17.31; Rm 2.2-16; Ap 20.11-12; 1Jo 2.28;
4.17).

4 de out. de 2013

Nossa maior alegria

Estamos radiantes por compartilhar o evangelho com nossos vizinhos dos distritos de Santa Bárbara, Mato seco, parada serrana e traçadal, assim como todos aqueles que nos derem a honra de sua visita!!!

Enviados por Jesus Cristo e inspirados em Wittenberg, Alemanha, esperamos crescer na justiça, na alegria e na paz derramada pelo Espírito Santo.

Cultivamos a alegria, o amor, a paz, a paciência, a bondade, a fidelidade, a gentileza, a mansidão e o domínio-próprio, tendo Jesus Cristo como único mediador entre Deus e os homens.

Cremos que o Reino de Deus está em plena operação na terra, incentivando-nos a abandonar o pecado, com vistas a recuperar o POTENCIAL existente em Adão e Eva, antes da queda.

Se você luta muito e consegue pouco, substitua suas ferramentas!!!

Que tal aprender a usar os recursos de Deus?

Nosso encontro acontece na chácara Campo dos Profetas, aos DOMINGOS, 10:00 horas.


Seja  bem-vindo à vida!!!

29 de ago. de 2013

Nosso Pastor


     




O Pastor Vicente de Paulo Gonçalves é natural  de Carbonita, Minas Gerais.  Filho de um lavrador e uma Tabeliã, foi o caçula dos 10 filhos, vivendo uma infância pobre e completamente feliz na companhia dos pássaros, riachos e florestas.
    Cursou o ensino fundamental na E. E. Cel. Coimbra de sua cidade e o ensino médio no Colégio Nossa Senhora das Dores em Diamantina.  Possui Licenciatura Plena para o Ensino  de Língua Inglesa pela Universidade Estadual de Montes Claros – UNIMONTES, certificado do Mastering English Course  pelo CCAA - Montes Claros, e Especialização Lato Sensu para Ensino de Língua Inglesa pela UFMG.
       Aprendeu e praticou o ofício de sapateiro dos 14 aos 20 anos. Aprovado em concurso público, foi admitido em banco público federal em 1984, onde vem ocupando funções de nível técnico e gerencial, sendo essa sua única fonte de remuneração.
       Convertendo-se  a Cristo  em 1985, foi membro da Primeira Igreja Batista de Diamantina até 1998, da Igreja Batista Monte das Oliveiras,  em Montes Claros, de 1999-2001 e da Igreja Batista da Vitória, também em Montes Claros, de 2002 a 2012, servindo como Pastor-Presidente nos últimos 7 anos daquele período.
       Cursou  o Bacharel em Teologia no Seminário Batista do Estado de Minas Gerais – SEBEMGE, extensão de Montes Claros, tendo concluído 34 de 40 módulos, por descontinuidade da extensão.
       

17 de mar. de 2013

Nossa história

    A Igreja Batista Wittenberg, do ponto de vista humano, surge de um desejo crescente ocorrido na alma do Pastor Vicente Gonçalves ao longo de 07 anos.         Em 2006 o Pastor, funcionário de empresa pública desde 1984, comprou um pequeno lote rural (2400 m2) para construir uma casa onde pudesse retirar-se para meditação. Com o passar do tempo sentiu ser da vontade de Deus haver ali um local para reunir uma comunidade cristã, onde o evangelho pudesse ser compartilhado com vizinhos de Santa Bárbara, Mato Seco, Traçadal e Parada Serrana.
    Em dezembro de 2012 o Pastor deixou o pastorado exercido por sete anos na Igreja Batista da Vitória, bairro morada do sol, em Montes Claros, para dedicar-se ao desenvolvimento daquela nova Comunidade Cristã. Após três meses de oração, entendeu que a vontade de Deus para aquela comunidade seria trabalhar dia e noite para restaurar os valores fundamentais do evangelho de Cristo, mola propulsora da Reforma Protestante. Esses princípios estão, cada dia mais, sendo ultrajados na Igreja do Brasil - uma loucura desvairada em nome da fé, com revelações e profecias alucinadas, fruto de vidas sem qualquer domínio ou recato, onde milagres são vendidos em nome de uma prosperidade que não pode vir de Cristo. 
    Nasceu, assim, a Igreja Batista Wittenberg: Um lugar separado para a reverência, o temor, o respeito, a consideração ao próximo, o amor à verdade, a transparência, a comunhão dos crentes, a adoração ao Único e Verdadeiro Deus, resgatando os valores fundamentais e eternos do Evangelho Simples, ensinado por Cristo, proclamado pelos Apóstolos e defendido com suor, sangue e lágrimas por Martin Luther (Lutero) e outros reformadores:
Sola Gratia:       Você é salvo somente pelo favor de Deus.
Sola Fide:          Você é salvo somente pela Fé em Cristo.
Sola Scriptura:   Para ser salvo você deve confiar exclusivamente na Bíblia.
Solus Christus:   Somente Cristo te salva, ninguém mais.
Soli Deo Gloria:  Somente Deus merece ser exaltado.

Nossos princípios

PRINCÍPIOS BATISTAS
A Comissão responsável pelo presente Manual, manteve na íntegra o texto da primeira edição, recomendando o excelente trabalho intitulado Princípios Batistas (o qual publicamos adiante com autorização da Juerp), cuja abordagem reflete o pensamento dos Batistas de um modo geral e é, por isso mesmo, um patrimônio cultural comum a todos nós nesta questão axiomática de nossa Fé.

Esta exposição sobre Princípios Batistas l foi preparada “por uma comissão especial de dezenove líderes da Convenção Batista do Sul dos Estados Unidos, em 1964, por ocasião das comemorações do terceiro jubileu da organização da primeira convenção batista de âmbito nacional, na América do Norte Triennial Convention, 1814 (Tradução de Cathryn Smith). Publicação do Departamento de Escolas Dominicais da Convenção Batista Brasileira, Cx. Postal 320 ZC 00, Rio de Janeiro, GB”.

I - A AUTORIDADE

1. Cristo Como Senhor
A fonte suprema da autoridade cristã é o Senhor Jesus Cristo. Sua soberania emana de eterna divindade e poder — como o unigênito Filho do Deus Supremo — de Sua redenção vicária e ressurreição vitoriosa. Sua autoridade é a expressão de amor justo, sabedoria infinita e santidade divina, e se aplica à totalidade da vida. Dela procede a integridade do propósito cristão, o poder da dedicação cristã, a motivação da lealdade cristã. Ela exige a obediência aos mandamentos de Cristo, dedicação ao Seu serviço, fidelidade ao Seu reino e a máxima devoção à Sua Pessoa, como o Senhor vivo.
A suprema fonte de autoridade é o Senhor Jesus Cristo, e toda esfera da vida está sujeita à Sua Soberania.

2. As Escrituras
A Bíblia fala com autoridade porque é a Palavra de Deus. É a suprema regra de fé e prática, porque é testemunha fidedigna e inspirada dos atos maravilhosos de Deus, através da revelação de Si mesmo e da redenção, sendo tudo patenteado na vida, nos ensinamentos e na obra Salvadora de Jesus Cristo. As Escrituras revelam a mente de Cristo e ensinam o significado de Seu domínio. Na sua singular e una revelação da vontade divina para a humanidade, a Bíblia é a autoridade final que atrai as pessoas a Cristo e as guia em todas as questões de fé cristã e dever moral. O indivíduo tem que aceitar a responsabilidade de estudar a Bíblia, com a mente aberta e com atitude reverente, procurando o significado de sua mensagem, através de pesquisa e oração, orientando a vida debaixo de sua disciplina e instrução. A Bíblia como revelação Inspirada da vontade divina, cumprida e completada na vida e nos
ensinamentos de Jesus Cristo, é nossa regra autorizada de fé e prática.

3. O Espírito Santo
O Espírito Santo é a presença ativa de Deus no mundo e, particularmente, na experiência humana. É Deus revelando Sua Pessoa e vontade ao homem. O Espírito, portanto, é a voz da autoridade divina. É o Espírito de Cristo. E Sua autoridade é a vontade de Cristo. Visto que as Escrituras são o produto de homens que, inspirados pelo Espírito, falaram por Deus, a verdade da Bíblia expressa a vontade do Espírito, compreendida pela iluminação do Mesmo.
Ele convence aos homens do pecado, da justiça e do juízo, tornando, assim, efetiva a salvação individual, através da obra salvadora de Cristo. Ele habita no coração do crente, como advogado perante Deus e intérprete para o homem. Ele atrai o fiel para a fé e a obediência e, assim, produz na sua vida os frutos da santidade e do amor.
O Espírito procura alcançar a vontade e propósito divino entre os homens. Ele dá aos cristãos poder e autoridade para o trabalho do reino, santifica e preserva os redimidos, para o louvor de Cristo; exige uma submissão livre e dinâmica à autoridade de Cristo, e uma obediência criativa e fiel à Palavra de Deus.
O Espírito Santo é o próprio Deus revelando Sua Pessoa e vontade aos homens. Ele, portanto, interpreta e confirma a voz da autoridade divina.

II – O INDIVÍDUO

1. Seu Valor
A Bíblia revela que cada ser humano é criado à imagem de Deus, é único, precioso e insubstituível. Criado ser racional, cada pessoa é moralmente responsável perante Deus e o próximo. O homem como indivíduo é distinto de todas as outras pessoas. Como pessoa, ele é unido aos outros no fluxo da vida, pois ninguém vive nem morre por si mesmo. A Bíblia revela que Cristo morreu por todos os homens. O fato de ser o homem criado à imagem de Deus, e de Cristo morrer para salvá-lo, é a fonte da dignidade e do valor humano. Ele tem direito, outorgado por Deus, de ser reconhecido e aceito como indivíduo sem distinção de raça, cor, credo ou cultura; de ser parte digna e respeitada da comunidade; de ter a plena oportunidade de alcançar o seu potencial. Cada indivíduo foi criado à imagem de Deus e, portanto, merece respeito e consideração como uma pessoa de valor e dignidade infinita.

2. Sua Competência
O indivíduo, porque criado à imagem de Deus, torna-se responsável por suas decisões morais e religiosas. Ele é competente, sob a orientação do Espírito Santo, para formular a própria resposta à chamada divina ao evangelho de Cristo, para a comunhão com Deus, para crescer na graça e conhecimento de nosso Senhor. Estreitamente ligada a essa competência está a responsabilidade de procurar a verdade e, encontrando-a, agir conforme essa descoberta e de partilhar a verdade com outros. Embora não se admita coação no terreno religioso, o cristão não tem a liberdade de ser neutro em questões de consciência e convicção. Cada pessoa é competente e responsável perante Deus, nas próprias decisões e questões morais e religiosas.

3. Sua Liberdade
Os batistas consideram como inalienável a liberdade de consciência, a plena liberdade de religião de todas as pessoas. O homem é livre para aceitar ou rejeitar a religião; escolher ou mudar sua crença; propagar e ensinar a verdade como a entenda, sempre respeitando direitos e convicções alheios; cultuar a Deus tanto a sós quanto publicamente; convidar outras pessoas a participarem nos cultos e outras atividades de sua religião; possuir propriedade e quaisquer outros bens necessários à propagação de sua fé. Tal liberdade não é privilégio para ser concedido, rejeitado ou meramente tolerado — nem pelo Estado, nem por qualquer outro grupo religioso — é um direito outorgado por Deus. Cada pessoa é livre perante Deus em todas as questões de consciência e tem o direito de abraçar ou rejeitar a religião, bem como de testemunhar sua fé religiosa, respeitando os direitos dos outros.

III – A VIDA CRISTÃ

1. A Salvação Pela Graça
A graça é a provisão misericordiosa de Deus para a condição do homem perdido. O homem no seu estado natural é egoísta e orgulhoso, está na escravidão de Satanás e espiritualmente morto em transgressões e pecados. Devido à sua natureza pecaminosa, o homem não pode salvar-se a si mesmo. Mas Deus tem uma atitude benevolente em relação a todos, apesar da corrupção moral e da rebelião. A salvação não é o resultado dos méritos humanos, antes emana de propósito e iniciativa divina. Não vem através de mediação sacramental, nem de treinamento moral, mas como resultado da misericórdia e poder divinos. A salvação do pecado é a dádiva de Deus através de Jesus Cristo, condicionada, apenas, pelo arrependimento em relação a Deus, pela fé em Jesus Cristo e pela entrega incondicional a Ele como Senhor. A salvação, que vem através da graça, pela fé, coloca o indivíduo em união vital e
transformadora com Cristo, e se caracteriza por uma vida de santidade e boas obras. A mesma graça, por meio da qual a pessoa alcança a salvação, dá a certeza e a segurança do perdão contínuo de Deus e de Seu auxílio na vida cristã. A salvação é dádiva de Deus através de Jesus Cristo, condicionada, apenas, pela fé em Cristo e rendição à soberania divina.

2. As Exigências do Discipulado
O aprendizado cristão inicia-se com a entrega a Cristo, como Senhor. Desenvolve-se à proporção que a pessoa tem comunhão com Cristo e obedece aos Seus mandamentos. O discípulo aprende a verdade em Cristo somente por obedecê-la. Essa obediência exige a entrega das ambições e dos propósitos pessoais e a obediência à vontade do Pai. A obediência levou Cristo à cruz e exige de cada discípulo que tome a própria cruz e siga a Cristo. O levar a cruz ou negar-se a si mesmo, expressa-se de muitas maneiras na vida do discípulo.
Este procurará, primeiro, o reino de Deus. Sua lealdade suprema será a Cristo. Ele será fiel em cumprir o mandamento cristão. Sua vida pessoal manifestará autodisciplina, pureza, integridade e amor cristão em todas as relações que tem com os outros. O discipulado é completo. As exigências do discipulado cristão, baseadas no reconhecimento da soberania de Cristo, relacionam-se com a vida em um todo e exigem obediência e devoção completas.

3. O Sacerdócio do Crente
Cada homem pode ir diretamente a Deus em busca do perdão, através do arrependimento e da fé. Ele não necessita, para isso, de nenhum outro indivíduo, nem mesmo da Igreja. Há só um mediador entre Deus e os homens, Jesus. Depois de tornar-se crente, a pessoa tem acesso direto a Deus, através de Cristo. Ela entra no sacerdócio real que lhe outorga o privilégio de servir à humanidade em nome de Cristo. Deverá partilhar com os homens a fé que acalenta e servi-los em nome e no espírito de Cristo. O sacerdócio do crente, portanto, significa que todos os cristãos são iguais perante Deus e na fraternidade da igreja local. Cada cristão, tendo acesso direto a Deus, através de Cristo, é seu próprio sacerdote e tem a obrigação de servir de sacerdote de Cristo em beneficio de outras pessoas.

4. O Cristão e Seu Lar
O lar foi constituído por Deus como unidade básica da sociedade. A formação de lares, verdadeiramente cristãos, deve merecer o interesse particular de todos. Devem ser constituídos da união de dois seres cristãos, dotados de maturidade emocional, espiritual e física, e unidos por um amor profundo e puro. O casal deve partilhar ideais e ambições semelhantes e ser dedicado à criação dos filhos na instrução e disciplinas divinas. Isso exige o estudo regular da Bíblia e a prática do culto doméstico. Nesses lares, o espírito de Cristo está presente em
todas as relações da família. As igrejas têm a obrigação de preparar jovens para o casamento, treinar e auxiliar os pais nas suas responsabilidades, orientar pais e filhos nas provações e crises da vida, assistir àqueles que sofrem em lares desajustados, e ajudar os enlutados e encanecidos a encontrarem, sempre, um significado na vida. O lar é básico, no propósito de Deus para o bem-estar da humanidade, e o desenvolvimento da família deve ser de supremo interesse para todos os cristãos.

5. O Cristão Como Cidadão
O cristão é cidadão de dois mundos — o reino de Deus e o estado político — e deve obedecer à lei de sua pátria terrena, tanto quanto à lei suprema. No caso de ser necessária uma escolha, o cristão deve obedecer a Deus, antes que ao homem. Deve mostrar respeito para com aqueles que interpretam a lei, e a põem em vigor, e participar ativamente na vida de sua comunidade, procurando conciliar a vida social, econômica e política com o espírito e princípios cristãos. A mordomia cristã da vida inclui tais responsabilidades como o voto, o pagamento
de impostos e o apoio à legislação digna. O cristão deve orar pelas autoridades e incentivar outros cristãos a aceitarem a responsabilidade cívica, como um serviço a Deus e à humanidade.
O cristão é cidadão de dois mundos — o reino de Deus e o Estado — e deve ser obediente à lei de seu país, tanto quanto à lei suprema de Deus.

IV — A IGREJA

1. Sua Natureza
No Novo Testamento, o termo igreja é usado para designar o povo de Deus na sua totalidade ou só uma assembléia local. A igreja é uma comunidade fraterna das pessoas redimidas por Cristo Jesus, divinamente chamadas, divinamente criadas e feitas uma só, debaixo do governo soberano de Deus. A igreja como uma entidade local — um organismo presidido pelo Espírito Santo — é uma fraternidade de crentes em Jesus Cristo, que se batizaram e voluntariamente
se uniram para o culto, o estudo, a disciplina mútua, o serviço e a propagação do Evangelho, no local da igreja e até aos confins da terra.
A igreja, no sentido lato, é a comunidade fraterna de pessoas redimidas por Cristo e tornadas uma só na família de Deus. A igreja, no sentido local, é a companhia fraterna de crentes batizados, voluntariamente unidos para o culto, desenvolvimento espiritual e serviço.

2. Seus Membros
A igreja, como uma entidade, é uma companhia de crentes regenerados e batizados que se associam num conceito de fé e fraternidade do Evangelho. Propriamente, a pessoa qualifica-se para ser membro de igreja, por ser nascida de Deus e aceitar voluntariamente o batismo. Ser membro de uma igreja local, para tal pessoa, é um privilégio santo e um dever sagrado. O simples fato de arrolar-se na lista de membros de uma igreja não torna a pessoa membro
do corpo de Cristo. Cuidado extremo deve ser exercido, a fim de que sejam aceitas como membros da igreja, somente as pessoas que deem evidências positivas de regeneração e verdadeira submissão a Cristo.
Ser membro de igreja é um privilégio, dado exclusivamente a pessoas regeneradas que voluntariamente aceitam o batismo e se entregam ao discipulado fiel, segundo o preceito cristão.

3. Suas Ordenanças
O Batismo e a Ceia do Senhor são as duas ordenanças da igreja. São símbolos, mas sua observância envolve fé, exame de consciência, discernimento, confissão, gratidão, comunhão e culto. O batismo é administrado pela igreja, sob a autoridade do Deus trino, e sua forma é a imersão daquele que, pela fé, já recebeu a Jesus como Salvador e Senhor. Por esse ato, o crente assume sua morte para o pecado e sua ressurreição para uma vida nova.
A Ceia do Senhor, observada através dos símbolos do pão e do vinho, é um profundo esquadrinhar do coração, uma grata lembrança de Cristo e Sua morte vicária na cruz, uma abençoada segurança de Sua volta e uma jubilosa comunhão com o Cristo vivo e Seu povo. O Batismo e a Ceia do Senhor, as duas ordenanças da igreja, são símbolos da redenção, mas sua observância envolve realidades espirituais na experiência cristã.

4. Seu Governo
O princípio governante para uma igreja local é a soberania de Jesus Cristo. A autonomia da igreja tem, como fundamento, o fato de que Cristo está sempre presente e é o cabeça da congregação do Seu povo. A igreja, portanto, não pode sujeitar-se à autoridade de qualquer outra entidade religiosa. Sua autonomia, então, é válida somente quando exercida sob o domínio de Cristo.
A democracia, ou governo pela congregação, é forma certa somente na medida em que, orientada pelo Espírito Santo, providencia e exige a participação consciente de cada um dos membros nas deliberações e trabalho da igreja. Nem a maioria, nem a minoria, nem tampouco a unanimidade refletem necessariamente a vontade divina. Uma igreja é um corpo autônomo, sujeito unicamente a Cristo, sua cabeça. Seu governo democrático, no sentido próprio, reflete a igualdade e responsabilidade de todos os crentes, sob a autoridade de Cristo.

5. Sua Relação Para com o Estado
Tanto a igreja como o Estado são ordenados por Deus e responsáveis perante Ele. Cada um é distinto; cada um tem um propósito divino; nenhum deve transgredir os direitos do outro. Devem permanecer separados, mas igualmente manter a devida relação entre si e para com Deus. Cabe ao Estado o exercício da autoridade civil, a manutenção da ordem e a promoção do bem-estar público. A igreja é uma comunhão voluntária de cristãos, unidos, sob o domínio de Cristo, para o culto e serviço em Seu nome. O Estado não pode ignorar a soberania de Deus nem rejeitar Suas leis como a base da ordem moral e da justiça social. Os cristãos devem aceitar suas responsabilidades de sustentar o Estado e obedecer ao poder civil, de acordo com os princípios cristãos.
O Estado deve à igreja a proteção da lei e a liberdade plena, no exercício do seu ministério espiritual. A igreja deve ao Estado o reforço moral e espiritual para a lei e a ordem, bem como, a proclamação clara das verdades que fundamentam a justiça e a paz. A igreja tem a responsabilidade, tanto de orar pelo Estado, quanto de declarar o juízo divino em relação ao governo, às responsabilidades de uma cidadania autêntica e consciente, e aos direitos de todas as pessoas. A igreja deve praticar coerentemente os princípios que sustenta e que devem governar a relação entre ela e o Estado.
A igreja e o Estado são constituídos por Deus e perante Ele responsáveis. Devem permanecer distintos, mas têm a obrigação de reconhecimento e reforços mútuos, no propósito de cumprir-se a função divina.

6. Sua Relação Para com o Mundo
Jesus Cristo veio ao mundo, mas não era do mundo. Ele orou não para que Seu povo fosse tirado do mundo, mas liberto do mal. Sua igreja, portanto, tem a responsabilidade de permanecer no mundo, sem ser do mundo. A igreja e o cristão, individualmente, têm a obrigação de opor-se ao mal e trabalhar para a eliminação de tudo que corrompa e degrade a vida humana. A igreja deve tomar posição definida em relação à justiça e trabalhar fervorosamente pelo respeito mútuo, à fraternidade, à retidão, à paz, em todas as relações entre os homens, raças e nações. Ela trabalha confiante no cumprimento final do propósito divino no mundo. Esses ideais, que têm focalizado o testemunho distinto dos batistas, chocam-se com o momento atual do mundo e em crucial significação. As forças do mundo os desafiam. Certas tendências em nossas igrejas e denominações põem-nos em perigo. Se esses ideais servirem para inspirar os batistas, com o senso da missão digna da hora presente, deverão ser relacionados com a realidade dinâmica de todo o aspecto de nossa tarefa contínua. A igreja tem uma posição de responsabilidade no mundo; sua missão é para com o mundo,
mas seu caráter de ministérios é espiritual.

V — NOSSA TAREFA CONTÍNUA

1. A Centralidade do Indivíduo
Os batistas, historicamente, têm exaltado o valor do indivíduo, dando-lhe um lugar central no trabalho das igrejas e da denominação. Essa distinção, entretanto, está em perigo nestes dias de automatismo e pressões para o conformismo. Alertados para esses perigos, dentro das próprias fileiras, tanto quanto no mundo, os batistas devem preservar a integridade do indivíduo.
O alto valor do indivíduo deve refletir-se nos serviços do culto, no trabalho evangelístico, nas obras missionárias, no ensino e treinamento da mordomia, em todo o programa de educação cristã. Os programas são justificados pelo que fazem pelos indivíduos e por eles influenciados. Isso significa, entre outras coisas, que o indivíduo nunca deve ser usado como um meio, nunca deve ser manobrado, nem tratado como mera estatística. Esse ideal exige, antes, que seja dada primordial consideração ao indivíduo na sua liberdade moral, nas suas
necessidades urgentes e no seu valor perante Cristo. Mediante isto, a consideração primordial na vida e trabalho de nossas igrejas é o indivíduo
com seu valor, suas necessidades, sua liberdade moral, seu potencial perante Cristo.

2. Culto
O culto divino, pessoal ou coletivo, é a expressão mais elevada da fé e devoção cristã. É supremo, tanto em privilégio, quanto em dever. Os batistas enfrentam a necessidade urgente de melhorar a qualidade de seu culto, a fim de experimentarem coletivamente uma renovação de fé, esperança e amor, como resultado da comunhão com um Deus supremo. O culto deve ser coerente com a natureza de Deus na Sua santidade: uma experiência, portanto, de adoração e confissão que se expressa com temor e humildade. O culto não é mera forma e ritual, mas uma experiência do Deus vivo, através da meditação santa e da
entrega pessoal. Não é simplesmente um serviço religioso, mas, comunhão com Deus na realidade do louvor, na sinceridade do amor e na beleza da santidade.
O culto torna-se significativo quando se combinam, com reverência e ordem, a inspiração da presença de Deus, a proclamação do Evangelho, a liberdade e atuação do Espírito. O resultado de tal culto será uma consciência mais profunda da santidade, majestade e graça de Deus, maior devoção e mais completa dedicação à vontade divina. O culto — que envolve uma experiência de comunhão com o Deus vivo e santo — exige uma apreciação maior sobre a reverência e a ordem no culto, a confissão e a humildade, a consciência da santidade, majestade, graça e propósito de Deus.

3. O Ministério Cristão
A igreja e todos os seus membros estão no mundo a fim de servir. Em certo sentido, cada filho de Deus é chamado como cristão. Há, entretanto, uma falta generalizada no sentido de negar o valor devido à natureza singular da chamada, como vocação ao serviço de Cristo. Maior atenção, neste ponto, é especialmente necessária, em face da pressão que recebem os jovens competentes para a escolha de algum ramo das ciências, e, ainda mais, devido ao número decrescente daqueles que estão atendendo à chamada divina para o serviço de Cristo. Os que são chamados pelo Senhor para o ministério cristão devem reconhecer que o fim da chamada é servir. São, num sentido especial, escravos de Cristo e seus ministros nas igrejas e junto ao povo. Devem exaltar suas responsabilidades em vez de privilégios especiais. Suas funções distintas não visam à vanglória, antes são meios de servir a Deus, à igreja e ao próximo.
As igrejas são responsáveis, perante Deus, por aqueles que elas consagram ao Seu ministério. Devem manter padrões elevados para aqueles que aspiram a consagração, quanto à experiência e ao caráter cristãos. Devem incentivar os chamados a procurar o preparo adequado ao seu ministério. Cada cristão tem o dever de ministrar ou servir com abnegação completa; Deus, porém, na Sua sabedoria, chama várias pessoas de um modo singular para dedicarem a sua vida, de tempo integral, ao ministério relacionado com a obra da igreja.

4. Evangelismo
O evangelismo é a proclamação do juízo divino sobre o pecado e das boas-novas da graça divina em Jesus Cristo. É a resposta dos cristãos às pessoas na incidência do pecado, é ordem de Cristo aos Seus seguidores a fim de que sejam Suas testemunhas frente a todos os homens. O evangelismo declara que o Evangelho, e unicamente o Evangelho, é o poder de Deus para a salvação. A obra de evangelismo é básica na missão da igreja e no mister de cada cristão.
O evangelismo, assim concebido, exige um fundamento teológico firme e uma ênfase perene nas doutrinas básicas da salvação. O evangelismo neotestamentário é a salvação por meio do Evangelho e pelo poder do Espírito. Visa à salvação do homem todo; confronta os perdidos com o preço do discipulado e as exigências da soberania de Cristo; exalta a graça divina, a fé voluntária e a realidade da experiência da conversão. Convites feitos a pessoas não salvas, nunca devem desvalorizar essa realidade imperativa. O uso de truques de psicologia das massas, os substitutivos da convicção e todos os esquemas vaidosos são pecados contra Deus e contra o indivíduo. O amor cristão, o destino dos pecadores e a força do pecado constituem uma urgência obrigatória. A norma de evangelismo, exigida pelos tempos críticos dos nossos dias, é o evangelismo pessoal e coletivo, o uso de métodos sãos e dignos, o testemunho de piedade pessoal e de um espírito semelhante ao de Cristo, a intercessão agonizante pela misericórdia e poder de Deus e a dependência completa do Espírito Santo. O evangelismo, que é básico no ministério da igreja e na vocação do crente, é a proclamação do juízo e da graça de Deus em Jesus Cristo e a chamada para aceitá-lo como Salvador e segui-lo como Senhor.

5. Missão
Missão, como usamos o termo, é a extensão do propósito redentor de Deus através do evangelismo, da educação e do serviço cristão, além das fronteiras da igreja local. As massas perdidas do mundo constituem um desafio comovedor para as igrejas cristãs. Uma vez que os batistas acreditam na liberdade e competência de cada um para as próprias decisões, nas questões religiosas, temos a responsabilidade, perante Deus, de assegurar a cada indivíduo o conhecimento e a oportunidade de fazer a decisão certa. Estamos sob a determinação divina, no sentido de proclamar o Evangelho a toda criatura. A urgência da situação atual do mundo, o apelo agressivo de crenças e ideologias exóticas, e nosso interesse pelos transviados, exigem de nós dedicação máxima em pessoal e dinheiro, a fim de proclamar-se a redenção em Cristo, para o mundo todo. A cooperação na missão mundial é imperativa. Devemos utilizar os meios à nossa disposição, inclusive os de comunicação em massa, para dar o Evangelho de Cristo ao mundo. Não devemos depender exclusivamente de um grupo pequeno de missionários especialmente treinados e dedicados. Cada batista é um missionário, não importa o local onde mora ou a posição que ocupa. Os atos pessoais ou de grupos, as atitudes em relação a outras nações,
raças e religiões fazem parte do nosso testemunho favorável ou contrário a Cristo, o qual, em cada esfera e relação da vida, deve fortalecer nossa proclamação de que Jesus é o Senhor de todos. As missões procuram a extensão do propósito redentor de Deus em toda parte, através do evangelismo, da educação e do serviço cristão e exige de nós dedicação máxima.

6. Mordomia
A mordomia cristã é o uso, sob a orientação divina, da vida, dos talentos, do tempo e dos bens materiais, na proclamação do Evangelho e na prática respectiva. No partilhar o Evangelho, a mordomia encontra seu significado mais elevado: ela é baseada no reconhecimento de que tudo o que temos e somos vem de Deus, como uma responsabilidade sagrada.
Os bens materiais, em si, não são maus, nem bons. O amor ao dinheiro e não o dinheiro, em si, é a raiz de todas as espécies de males. Na mordomia cristã, o dinheiro torna-se o meio para alcançar bens espirituais, tanto para a pessoa que dá, quanto para a que recebe. Aceito como um encargo sagrado, o dinheiro torna-se, não uma ameaça e sim uma oportunidade. Jesus preocupou-se em que o homem fosse liberto da tirania dos bens materiais e os empregasse para suprir tanto as necessidades próprias como as alheias. A responsabilidade da mordomia aplica-se, não somente ao cristão como indivíduo, mas, também, a cada igreja local, cada convenção, cada agência da denominação. Aquilo que é
confiado ao indivíduo ou à instituição não deve ser guardado nem gasto egoisticamente, mas empregado no serviço da humanidade e para a glória de Deus. A mordomia cristã concebe toda a vida como um encargo sagrado, confiado por Deus, e exige o emprego responsável de vida, tempo, talentos e bens — pessoal ou coletivamente — no serviço de Cristo.

7. O Ensino e Treinamento
O ensino e treinamento são básicos na comissão de Cristo para os Seus seguidores, constituindo um imperativo divino pela natureza da fé e experiência cristãs. Eles são necessários ao desenvolvimento de atitudes cristãs, à demonstração de virtudes cristãs, ao gozo de privilégios cristãos, ao cumprimento de responsabilidades cristãs, à realização da certeza cristã. Devem começar com o nascimento do homem e continuar através de toda sua vida. São funções do lar e da igreja, divinamente ordenadas, e constituem o caminho da maturidade cristã. Desde que a fé há de ser pessoal, e voluntária cada resposta à soberania de Cristo, o ensino e treinamento são necessários antecipadamente ao discipulado cristão e a um testemunho vital. Este fato significa que a tarefa educacional da igreja deve ser o centro do seu programa.
A prova do ministério do ensino e treinamento está no caráter semelhante ao de Cristo e na capacidade de enfrentar e resolver suficientemente os problemas sociais, morais e espirituais do mundo hodierno. Devemos treinar os indivíduos, a fim de que possam conhecer a verdade que os liberta, experimentar o amor que os transforma em servos da humanidade e alcançar a fé que lhes concede a esperança no reino de Deus. A natureza da fé e experiência cristãs, a natureza e necessidade das pessoas, fazem do ensino e treinamento um imperativo.

8. Educação Cristã
A fé e a razão aliam-se no conhecimento verdadeiro. A fé genuína procura compreensão e expressão inteligente. As escolas cristãs devem conservar a fé e a razão no equilíbrio próprio. Isto significa que não ficarão satisfeitas, senão com os padrões acadêmicos elevados. Ao mesmo tempo, devem proporcionar um tipo distinto de educação — a educação infundida pelo espírito cristão, com a perspectiva cristã e dedicada aos valores cristãos. Nossas escolas cristãs têm a responsabilidade de treinar e inspirar homens e mulheres para a liderança eficiente, leiga e vocacional, em nossas igrejas e no mundo. As igrejas, por sua
vez, têm a responsabilidade de sustentar condignamente todas as suas instituições educacionais. Os membros de igrejas devem ter interesse naqueles que ensinam em suas instituições, bem como, naquilo que estes transmitem. Há limites para a liberdade acadêmica; deve ser admitido, entretanto, que os professores das nossas instituições tenham liberdade para a erudição criadora, com o equilíbrio de um senso profundo de responsabilidade pessoal para com Deus, a verdade, a denominação e as pessoas a quem servem. A educação cristã emerge da relação da fé e da razão, e exige excelência e liberdade acadêmicas que são tanto reais, quanto responsáveis.

9. A Autocrítica
Tanto a igreja local, quanto a denominação, a fim de permanecerem sadias e florescentes, tem que aceitar a responsabilidade da autocrítica. Seria prejudicial às igrejas e à denominação, se fosse negado ao indivíduo o direito de discordar, ou se fossem considera-dos nossos métodos ou técnicas como finais ou perfeitos. O trabalho de nossas igrejas e de nossa denominação precisa de freqüente avaliação, a fim de evitar a esterilidade do tradicionalismo. Isso especialmente se torna necessário na área dos métodos, mas também, se aplica aos princípios e práticas históricas em sua relação à vida contemporânea. Isso significa que nossas igrejas, instituições e agências devem defender e proteger o direito de o povo perguntar e criticar construtivamente. A autocrítica construtiva deve ser centralizada em problemas básicos e, assim, evitar os efeitos desintegrantes de acusações e recriminações. Criticar não significa deslealdade, a crítica pode resultar de um interesse profundo no bem-estar da denominação. Tal crítica visará ao desenvolvimento à maturidade cristã, tanto para o indivíduo, quanto para a denominação. Todo grupo de cristãos, para conservar sua produtividade, terá que aceitar a responsabilidade da autocrítica construtiva. Como batistas, revendo o progresso realizado no decorrer dos anos, temos todos inteira razão de desvanecimento ante as evidências do favor de Deus sobre nós. Os batistas podem bem cantar com alegria, “Glória a Deus, grandes coisas Ele fez!” Podem eles também lembrar que àqueles a quem foi dado o privilégio de gozar de tão alta herança, reconhecidos ao toque da graça, devem engrandecê-la com os seus próprios sacrifícios.