Ladrão retorna à loja após 12 anos com dinheiro e carta de desculpas
Após 12 anos, um ladrão voltou à loja que assaltou à mão armada na cidade de Nashville, no Tennessee (EUA), para devolver a quantia roubada, e ainda deixar um bilhete com um pedido de desculpas para o dono do estabelecimento pelo crime. Somboon Wu, filho do dono da loja, disse à emissora “WSMV” que o homem entrou no local e insistiu para que o pai pegasse o envelope que trazia consigo, e saiu em seguida. Quando abriram o pacote, descobriram US$ 400 (US$ 100 a mais do que a quantia roubada à época) e um bilhete, com um pedido de desculpas.
Leia a carta na íntegra: “Sou um viciado em drogas. Aproximadamente 11 ou 12 anos atrás roubei essa loja com uma arma. Não uso mais drogas e sinto que preciso fazer as pazes com as pessoas que machuquei no passado. Eu vim à sua loja por volta de 9 ou 10 horas em 2002 e peguei um engradado de cerveja e pedi cigarros. Quando o caixa abriu para pegar o troco, saquei a arma e peguei US$ 300 da registradora e saí dirigindo em um carro branco. Espero que aceite esse dinheiro e encontre perdão. Fique em paz, (Anônimo).” O perfil da loja no Instagram chegou a postar uma foto do bilhete e Somboon afirmou que ele e o pai perdoaram o homem, e que vão manter sua identidade em sigilo. “É inspirador. Mesmo nos momentos difíceis precisamos dar às pessoas uma segunda chance”, afirmou o homem. (Fonte: G1)
Ex-detento se converte ao Evangelho e se torna diretor de presídio
A história de Antônio Silva Neto, de 46 anos, ex-policial militar da Paraíba, condenado a 15 anos de prisão pelo homicídio doloso da esposa em 1991, é uma amostra das mudanças que o Evangelho permite. Neto afirma que quando era policial, seu trabalho era pautado pela violência: “Eu era um homem violento, motivado pelo clamor público e senso de justiça na época”, disse. “Meu objetivo era matar e tirar os criminosos de circulação. Quando cheguei à cadeia, conheci o inferno. Os presos batiam na grade e ficavam agitados com a minha presença”, relata. Embora tenha cumprido apenas um terço da pena em regime fechado, foi no período em que esteve preso que mudou de vida. Segundo Neto, as visitas que sua mãe fazia a ele, com dificuldade, são recordações doloridas: “Minha mãe me visitava constantemente, com muita luta, sem condições. Magra, cansada, a passos lentos. Aquilo me fazia chorar”, relembra o ex-policial.
Ele detalhou o ambiente da prisão: “Cheiro de gente, de urina, de suor, de perfume, creolina… É difícil descrever. Um calor intenso e, às vezes, quase insuportável… Celas cheias, sem espaço para locomoção ou entrada de ar. Sem falar da vontade de sair, sem poder. O desejo de comer uma comida melhor, ainda que simples… Situações possíveis a quase todos, menos para quem está atrás das grades”, afirma, acrescentando: “Vivi um verdadeiro inferno dentro do presídio. Você pode imaginar! O fato de ter sido policial militar e ir conviver com as pessoas que eu prendi. O mais difícil era conseguir me manter vivo, afinal, recebia ameaças de morte constantemente”.
Nesse período, Neto se esforçou para se comportar bem e contou com incentivo de evangelistas ligados à igreja: “Eles me diziam que tinha jeito para minha vida, lembro-me muito bem, afirmavam que se eu colocasse minha fé em Deus, tudo iria mudar. Eu não tinha nada a perder, então, acreditei! Foi assim que consegui o poder de reescrever minha história”.
Ao sair da prisão para um regime semi-aberto, Neto passou a trabalhar como vigilante da Assembleia Legislativa de seu estado, e isso o proporcionou reconstruir sua vida, e voltar a estudar. Em 2011, foi nomeado pelo governo estadual como diretor do presídio de Sapé, a 55 Km de João Pessoa, capital da Paraíba.
Embora criticado, Neto passou a implantar novas formas de trabalho na administração do presídio, e por ser conhecedor das dificuldades da vida no presídio, criou um sistema de qualificação e trabalho para os detentos:
“Fui muito criticado por colegas que integram a Segurança, mas, graças a Deus, venho desempenhado meu trabalho com sucesso e isso me fez ser convidado para participar de seminários e palestras no país e até mesmo na Bolívia, abordando o modelo de administração prisional”, revela o agora diretor, em entrevista.
A unidade prisional que Neto comanda abriga 168 detentos, embora a capacidade seja de 70. O modelo usado por ele permite que, apesar da superlotação, não haja rebeliões ou abandono das tarefas: “Há 100% de frequência. Eles estão no ensino fundamental e médio e realizam cursos de culinária, pintura, artesanato, horta e confecção de produtos de limpeza. Outro dado importante é que temos o menor índice de reincidência. De 100 presos liberados, apenas dois retornam”, comemora.
Agora, Neto cursa o quinto semestre do curso de Direito e pretende se tornar advogado na área criminalística: “As autoridades hoje também confiam no meu trabalho. Nosso modelo de gestão prisional tem sido visto como referência, por isso, já viajei para vários Estados da Federação para falar do nosso exemplo. Nós somos o único presídio no Brasil no qual todos os reeducandos estão na sala de aula. Aprendem artesanato, também confeccionam o material de higiene usado na unidade prisional. Temos vários projetos como o cinema no presídio. Um resultado alcançado graças a muito esforço e apoio dos 34 agentes, que trabalham comigo”, disse em entrevista.
Saiba mais histórias como estas no ministério Onésimo: (31) 8402-9632
Fotos: Internet Fonte: www.lagoinha.com
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