DARLEN
Meu nome é Darlen Moreira de Araújo e tenho 37 anos. No início de 2012, estava jogando futebol com meus amigos, quando, no meio da partida, sofri uma queda que não me permitiu mais continuar no jogo. Senti muita dor no pescoço, como se tivesse com torcicolo. De fato, nem conseguia movimentar mais a minha cabeça. Por isso, marquei uma consulta médica em que passei por alguns exames. Para minha tristeza, foi encontrada uma antiga lesão em uma das minhas vértebras. Se eu demorasse um pouco mais para ir ao médico, poderia ficar tetraplégico.
Em junho do mesmo ano, passei por uma cirurgia no pescoço, para retirar parte da vértebra e substituir por uma prótese. Acreditei que ao ser retirada a parte do osso que estava lesionada, não teria mais que me preocupar, porém, uma má notícia me aguardava. Ao ser realizada uma análise no fragmento da vértebra, descobriram que eu estava com um mieloma múltiplo, uma lesão maligna que provoca o aparecimento de tumores nos ossos, rins e que também pode afetar o sistema imunológico. Fiquei sem rumo quando o médico me disse que eu poderia passar por sessões de quimioterapia, radioterapia e, o pior, por um transplante de medula.
Depois de receber essa notícia, minha esposa, Kênia, propôs fazermos uma campanha de sete quartas-feiras no culto “Deus de Maravilhas”, dirigido pela pastora Alaélcia. O propósito seria me alimentar da Palavra de Deus e buscar o milagre para a minha vida. Após a quarta semana da campanha, realizei novos exames. Ao pegar os resultados, não os abri. Ao final do quinto culto, a pastora Alaélcia orou comigo, me ungiu e disse: “Deus lhe deu a vitória!” Saí de lá com os olhos cheios de lágrimas e crendo na vitória.
Na semana seguinte, levei ao médico os resultados que ainda estavam lacrados. Entreguei tudo a ele e aguardei que os lesse. A notícia não poderia ser melhor: eu estava curado do câncer. Confesso que não sabia se pulava, gritava ou chorava. A única coisa que consegui falar para a pessoa mais importante da minha vida foi: “obrigado, meu Deus!” Todavia, mesmo com a boa notícia, Kênia e eu terminamos a campanha de sete orações e não paramos mais de ir aos cultos “Deus de Maravilhas”.
Atualmente, ainda tomo uma medicação e faço exames periódicos, mas, graças a Deus, os resultados são sempre de que não tenho mais a doença. 
Minha relação com o Senhor, hoje, é outra. Acredito ainda mais no Seu poder e tenho a convicção de que tudo em minha vida acontece no tempo certo e determinado por Ele. Agradeço a Deus, aos familiares e amigos que me apoiaram para que eu não esmorecesse. Sou grato, principalmente, à minha esposa que esteve ao meu lado todo o tempo e foi meu alicerce para vencer essa luta contra o câncer.
Fotos: Arquivo pessoal
:: Darlen Moreira e Kátia Brito
Fonte: www.lagoinha.com